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Ser Mulher

Mulheres no mercado de trabalho: uma luta por espaço e respeito

Por Usaflex 26/04/2022

A participação das mulheres no mercado de trabalho é relativamente recente e, por isso, ainda não é igualitária. Mas como podemos mudar isso? Com a união de todas e todos! Por isso, preparamos este post com o objetivo de inspirar brasileiras e brasileiros a lutarem contra as desigualdades de gênero no mercado de trabalho. Confira!

História das mulheres no mercado de trabalho

A colonização do Brasil representou não só a exploração da terra e das pessoas, mas também a formação de uma nova nação. Uma nação influenciada pelas culturas nativas, africanas e, principalmente, europeias, pois, apesar de estarem em menor número nos primeiros anos de colonização, os portugueses conseguiram impor em grande medida – sua religião, sua língua e seus costumes. 

Então, de acordo com os padrões religiosos e culturais da época, o lugar das mulheres era dentro de casa, cuidando dos filhos, do marido e dos afazeres domésticos. Isso ocorria porque, segundo as leis da época, as mulheres pertenciam ao grupo do imbecilitus sexus (sexo imbecil), composto também por crianças e doentes mentais. Hoje, isso nos soa chocante, mas naquele período vários cientistas e intelectuais afirmavam que os seres do gênero feminino eram intelectualmente incapazes de aprender assuntos complexos, como matemática e política, por exemplo. 

Diante desse pensamento, durante séculos mulheres de diversas partes do mundo foram privadas de estudar e ingressar no mercado de trabalho. Aqui no Brasil, ideias de exclusão foram introduzidas e perpetuadas por longos anos, mas tinham suas particularidades, como é o caso das mulheres escravizadas que eram obrigadas a labutar nas plantações ou na casa dos senhores, servindo-os sem remuneração. 

Lutas e conquistas das mulheres no mercado de trabalho 

A não inserção das mulheres no mercado de trabalho alimentou a desigualdade de gênero, que é perceptível até hoje. Mas os 300 anos de exclusão feminina também são de muita luta. Sendo assim, não é correto dizer que as mulheres receberam o direito de trabalhar e estudar; na verdade, elas CONQUISTARAM esses direitos após batalhas duradouras. 

A primeira vitória ocorreu no campo da educação e isso está ligado ao mercado de trabalho, pois, com o ingresso das mulheres nas escolas e faculdades – algo que ocorreu na segunda metade do século 19 -, elas puderam exercer outras profissões na sociedade, além do que já lhes era designado (ou seja, mãe e dona de casa).  

A segunda conquista – essa sim diretamente ligada ao trabalho – aconteceu no século 20 com a promulgação da Constituição de 1934. Naquele período, vale lembrar, o país passava por um processo de industrialização que demandava utilização da mão de obra feminina nas fábricas. Então, as leis de 1934 vieram para proibir a diferença salarial entre os sexos, garantir melhores condições de trabalho e assegurar assistência médica e descanso às grávidas. 

Na prática, as mudanças não foram muito grandes, mas abriram caminho para conquistas mais significativas no futuro, como as que ocorreram em 1943, quando nasceu a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Obviamente que a desigualdade de gênero no mercado de trabalho não acabou, porém apresentou avanços. Esses avanços foram impulsionados, posteriormente, pela Constituição de 1988. 

A luta continua 

Apesar do progresso, ainda temos um longo caminho pela frente. Afinal de contas, são quase 400 anos de exclusão que precisam ser reparados, não é mesmo? Para você ter uma ideia, as mulheres formam 51,7% da população brasileira, contudo a participação no mercado de trabalho é 20% menor que a dos homens. 

Dados mais recentes do IBGE também mostram que as mulheres recebem 77,7%  do salário dos homens. Isso significa que, se um homem ganha 2.000,00 reais por mês, uma mulher ocupando o mesmo cargo ganhará 1.540,00 reais. O valor torna-se ainda menor quando comparamos cargos de chefia, pois, neste caso, elas ganham apenas 61,4% do salário dos trabalhadores do gênero masculino. 

E nós ainda precisamos falar sobre a divisão de tarefas em casa, pois, ainda que a mentalidade esteja mudando e os homens estejam se dedicando mais às atividades domésticas, as mulheres ainda são as maiores responsáveis pelo cuidado da casa, dos filhos, dos companheiros e, em alguns casos, dos parentes idosos. Sendo assim, além das suas carreiras, a maioria das brasileiras também tem que administrar o lar (e, muitas vezes, sem receber dinheiro ou reconhecimento por isso!).

Por todas: um movimento Usaflex pelo direito feminino

A inserção das mulheres no mercado de trabalho é muito importante, mas não pode ser feita de qualquer maneira. Como mostramos, é preciso dar a elas todas as condições necessárias para que possam escolher suas profissões e exercer suas carreiras de forma digna, respeitável e justa. Sendo assim, o direito a uma jornada de trabalho mais cômoda e segura também deve ser colocado em pauta diariamente. 

O conforto e o bem-estar são demandas básicas para se trabalhar de maneira plena. Ciente disso, a Usaflex se posiciona ativamente na reconstrução da estrutura social em bases igualitárias, por meio do movimento “Por todas”. Esse projeto baseia-se na nossa crença de que o conforto e o bem-estar vão além de um “caminhar” confortável, sem dor, medos ou restrições; são, na realidade, uma sensação e um espaço crítico de existência e autoafirmação. 

Lutar pelo direito feminino ao conforto e ao bem-estar, em todas as suas concepções, é um compromisso público da nossa marca. Pacto que nasce de um entendimento ampliado sobre os direitos universais dos seres humanos. O Por Todas está sendo materializado por iniciativas construídas em parceria com entidades privadas e governamentais. Mas, fundamentalmente, com as mulheres – que dão causa a esta iniciativa e também à nossa existência.

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