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Ser Mulher

24 de fevereiro: dia da conquista do voto feminino no Brasil

Por Usaflex 21/02/2022

Em 24 de fevereiro de 2022, completa-se 90 anos da conquista do voto feminino no Brasil, um marco para as mulheres e para a democracia brasileira. Então, para celebrar essa data tão importante, vamos fazer uma viagem pela história e entender a luta política feminina no país e ao redor do planeta. Vamos nessa!

Como foi a conquista do voto feminino?

O primeiro país do mundo a permitir o voto das mulheres foi a Nova Zelândia, em 1893; no Brasil, a conquista do voto feminino ocorreu quase 40 anos depois, em 1932. Apesar da distância entre um e outro, as mudanças provocadas por movimentos feministas internacionais tiveram impacto na sociedade brasileira. 

Foto: Reprodução

Por isso, é fundamental compreender como o processo de luta pelos direitos políticos se deu em outros lugares e sua influência em terras tupiniquins. Mas como a história é longa, vamos fazer um resumo para você!

Movimentos sufragistas

Já durante a Revolução Francesa, no século XVIII, algumas mulheres reivindicaram o direito ao voto, mas rapidamente elas foram silenciadas. Foi com o surgimento do movimento sufragista, em 1897, que as vozes femininas ganharam força e se multiplicaram no mundo. 

Sufrágio significa “voto em uma eleição; processo de escolha por votação”. Como as ativistas inglesas de 1897 lutavam pelo direito ao voto – ou seja, direito ao sufrágio -, elas foram chamadas de “sufragistas”.

Foto: Reprodução

Como dissemos anteriormente, as neozelandesas conquistaram o direito ao voto em 1893 – quatro anos antes do início do movimento sufragista inglês – e as finlandesas vieram logo depois, em 1906. Inevitavelmente, Nova Zelândia e Finlândia serviram de inspiração para várias mulheres, especialmente para as habitantes do Reino Unido, que ecoaram as exigências femininas pelo resto do velho continente e pela América. 

Assim nasceram, ao redor do globo, diversos grupos feministas que brigaram por anos pelo direito das mulheres de votarem e serem votadas. Na Inglaterra, por exemplo, o movimento sufragista só conseguiu aprovar o voto feminino em 1918, após a Primeira Guerra. Nos Estados Unidos, o feito ocorreu em 1920, mas o direito era restrito às mulheres brancas. Aqui na América Latina, a conquista do voto feminino foi ainda mais demorada, sendo alcançada pela primeira vez em 1929, no Equador. 

Foto: Reprodução

Conquista do voto feminino no Brasil

No Brasil, a conquista do voto feminino ocorreu no mesmo dia da criação da Justiça Eleitoral, em 24 de fevereiro de 1932. Mas, apesar de essa ser a data oficial, anos antes algumas brasileiras já tinham votado – inclusive, uma mulher foi eleita prefeita -, porém o voto delas não valeu de nada. Por que isso aconteceu? Vamos ver agora!

Rio Grande do Norte

No ano de 1927, no estado do Rio Grande do Norte, entrou em vigor uma lei estadual que dava às pessoas o direito de votar independente do sexo. Respaldada nesta lei, a professora Celina Guimarães Viana solicitou sua inclusão como eleitora naquele ano. 

Outras mulheres seguiram os seus passos e votaram na eleição de novembro de 1928, porém seus votos foram anulados pelo Senado Federal, sob a justificativa de que era preciso uma lei especial para a votação feminina. 

Foto: Reprodução

No mesmo ano em que esse episódio ocorreu, a cidadã Luiza Alzira Teixeira Soriano, também do Rio Grande do Norte, foi eleita prefeita de Lajes com mais de 60% dos votos. O fato é importante não só para a história do Brasil, mas de toda a América do Sul, visto que ela foi a primeira mulher a assumir o cargo na região. 

Foto: Reprodução

O mandato de Alzira foi curto, pois, em decorrência da Revolução de 1930, ela precisou abandonar o cargo um ano depois. O direito de Celina também durou pouco, visto que o Senado cancelou os votos. Mas, apesar de breve, a trajetória política das duas mulheres ficou marcada para sempre. 

24 de fevereiro de 1932

Após dois anos de tramitação no Senado, em 24 de fevereiro de 1932 as mulheres finalmente conquistaram o direito de votar. À época, porém, o voto feminino ainda era facultativo, tornando-se obrigatório apenas em 1934. Hoje, 90 anos depois, as brasileiras representam mais da metade do eleitorado, mas ocupam apenas 15% das cadeiras no parlamento. Ou seja, a sociedade ainda tem muito caminho pela frente!

Foto: Reprodução

Por todas: um movimento Usaflex pelo direito feminino

Nesse breve resumo da história, vimos como foi dura a luta das mulheres pelo direito ao voto. E essa foi apenas uma conquista diante de tantas outras que foram e ainda estão sendo almejadas, como é o caso do direito feminino ao conforto e ao bem-estar – algo tão básico, mas que é negado a diversas brasileiras. Ciente disso, a Usaflex se posiciona ativamente na reconstrução da estrutura social em bases igualitárias, por meio do movimento “Por todas”. Esse projeto baseia-se na nossa crença de que o conforto e o bem-estar vão além de um “caminhar” confortável, sem dor, medos ou restrições; são, na realidade, uma sensação e um espaço crítico de existência e autoafirmação. 

Lutar pelo direito feminino ao conforto e ao bem-estar, em todas as suas concepções é um compromisso público de nossa marca. Este pacto nasce de um entendimento ampliado sobre os direitos universais dos seres humanos. Ele materializará iniciativas construídas em parceria com entidades privadas, governamentais e, fundamentalmente, com as mulheres – que dão causa a esta iniciativa e também à nossa existência.

Esse foi um resumo da história da conquista do voto feminino no Brasil e no mundo. Se você gostou deste post e do nosso projeto Por todas, compartilhe nas redes sociais com amigas e familiares para que saibam mais sobre a luta das mulheres ao longo dos anos. 

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