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Dia da Consciência Negra: conheça 5 mulheres negras que revolucionaram o mundo

Por Usaflex 20/11/2023

Neste Dia da Consciência Negra, vamos apresentar 5 grandes mulheres negras que provocaram mudanças na humanidade. Também vamos te contar como surgiu essa data e qual a sua importância para a nossa sociedade. Confira! 

Como surgiu o Dia da Consciência Negra? 

Em 1971, o Grupo Palmares propôs que em 20 de novembro fosse instituído o  Dia da Consciência Negra. A  data foi escolhida, pois ela representa o dia em que Zumbi dos Palmares foi capturado e morto em 1695. O líder quilombola foi assassinado pelas autoridades da época e teve sua cabeça exposta em praça pública. 

O que significa e como é comemorado?

O Dia da Consciência Negra tem por objetivo gerar debates, reflexões e consciência sobre a condição do negro no Brasil. Além de celebrar nomes da cultura negra que são pouco conhecidos ou nem sequer mencionados nos livros de História. Portanto, a data é marcada pelo esforço de conscientizar a sociedade sobre a história, a cultura e a realidade do povo negro.

Diante disso, neste post vamos conhecer e celebrar 5 mulheres negras que revolucionaram o mundo em suas respectivas áreas de atuação. Temos exemplos que já partiram, mas deixaram um grande legado para a sociedade, como também temos mulheres que, em 2023, seguem deixando sua marca. Veja!

Sônia Guimarães

Sônia Guimarães foi a primeira negra a se tornar doutora em Física no Brasil. Ela também foi a primeira mulher a lecionar física no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em um período em que a instituição nem sequer permitia o ingresso de mulheres como estudantes. Mas, além da sua atuação acadêmica, Sônia se dedicou – e ainda se dedica – a causas que visam empoderar as pessoas negras, através da educação e da representatividade política.  

Gladys West

Atualmente com 93 anos, Gladys West é uma matemática e programadora estadunidense que teve um papel fundamental na criação do GPS. No final da década de 70, ela foi diretora de um projeto de processamento de dados usados em análises de satélites. Por ser programadora, West não só coletava os dados de localização espacial dos satélites em órbita, como os inseria nos supercomputadores da base naval onde trabalhava. Em 1986, a pesquisadora publicou um livro intitulado “Especificações para Sistemas de Processamento de Dados para Altímetros de Satélites de Radar Geosat”. 

Carolina de Jesus 

Carolina Maria de Jesus foi uma escritora, compositora e poetisa, que morava na favela e trabalhava como catadora de lixo. Em sua autobiografia chamada “Quarto de despejo”(1960), a autora conta a sua experiência de vida em uma comunidade pobre de São Paulo. Mesmo com a pobreza e pouco acesso à educação formal, Carolina se tornou uma das primeiras e maiores escritoras negras do país. “Quarto de despejo”, por exemplo, já foi traduzido para 14 línguas e teve mais de um milhão de cópias vendidas. Se você ainda não leu, aproveite o Dia da Consciência Negra 2023 para conhecer a obra. 

Patricia Baths

Patricia Era Bath foi uma oftalmologista estadunidense que ficou mundialmente conhecida por revolucionar o tratamento da catarata. Ao longo da sua carreira, ela percebeu que os negros nos Estados Unidos sofriam mais com a patologia do que os brancos, provavelmente pela falta de acesso aos tratamentos. Então, nos anos 80, ela se dedicou ao estudo dos lasers e desenvolveu um dispositivo médico para melhorar a remoção da catarata. A tecnologia inventada por ela é usada no mundo todo para remover a doença. 

Além desse feito, nas décadas seguintes Bath conseguiu mais quatro patentes. Todas relacionadas à tecnologias para aperfeiçoar o tratamento da catarata. Por essas e outras conquistas, a oftalmologista revolucionou a medicina ocular. Mas não foi só isso!

Patricia contribuiu de diversas maneiras para o empoderamento dos negros no seu país, por isso ela deve ser lembrada nesse Dia da Consciência Negra.

Marta da Silva

Se Pelé é o rei do futebol masculino, não há dúvidas de que Marta é a rainha do futebol feminino. Afinal de contas, a alagoana ganhou o prêmio de melhor jogadora do mundo por 6 vezes, sendo 5 consecutivas. O reconhecimento internacional de Marta foi essencial para dar mais visibilidade ao futebol feminino no Brasil, ainda que a categoria não receba o apoio necessário. Em julho de 2023, a rainha disputou sua última Copa do Mundo com a camisa canarinho e deixou uma marca de 113 gols pela seleção. Por tudo isso, pode-se dizer que a atleta revolucionou o esporte no país.

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