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Ser Mulher

Dia Internacional Contra a Homofobia: entenda a importância desta data

Por Usaflex 16/05/2022

No post de hoje, vamos falar sobre o Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia e a sua importância para o movimento LBGTQIA+. Para tal, faremos uma pequena viagem pela história, desde a antiguidade até os dias atuais. Também veremos o significado de cada letra da sigla, assim você pode usar os termos de forma correta e ajudar na luta contra a LGBTfobia. Confira!

O que é o Dia Internacional Contra a Homofobia?

Em 17 de maio, comemora-se o Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia. A data, que é reconhecida e celebrada em mais de 130 países, foi instituída em 2005 e, desde então, são promovidos eventos para aumentar a conscientização a respeito dos direitos da comunidade LGBTQIA+. Mas por que o Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia acontece nesse dia? 

O motivo para a escolha é que em 17 de maio a Organização Mundial da Saúde (OMS) excluiu a homossexualidade do grupo de doenças mentais. A revisão ocorreu em 1990, mas só foi ratificada dois anos depois, em 1992. E aqui surge outro questionamento: por que a homossexualidade era considerada uma doença mental? Bem, para responder essa pergunta, precisamos voltar um pouco no tempo. 

Luta histórica LGBTQI+

Sabemos que a relação entre pessoas do mesmo sexo não é algo novo, apesar do termo ‘homossexual’ ter surgido em 1869. Na Grécia antiga, por exemplo, a relação entre dois homens era aceitável socialmente – e até incentivada -, tanto em cidades “pensantes”, como Atenas, quanto nas guerreiras, como Esparta.  Acreditava-se que o verdadeiro amor existia entre iguais e a mulher servia apenas para reprodução

Sendo assim, figuras históricas como Sócrates, Platão e Alexandre, o Grande, mantinham relações bixessuais sem tabus. Sobre a relação entre mulheres, não há muitos registros, mas alguns fragmentos dos poemas de Safo, originária da ilha de Lesbos (daí surge o termo ‘Lésbica’), indicam, segundo alguns estudiosos, sua homossexualidade. 

Fato é que, em algumas sociedades antigas, não só na grega, as relações homossexuais e bissexuais existiam. Porém, com o passar do tempo, as perseguições contra os homossexuais cresceram bastante, especialmente na Europa. Durante a Idade Média, por exemplo, a sodomia era castigada pela igreja com multa, prisão, tortura ou morte na fogueira. 

E váriadas eram as justificativas apontadas para penalizar a sodomia: desde a interpretação religiosa do ato como pecado (no Ocidente, em especial) até as estratégias militares (segundo historiadores chineses, o imperador Gengis Khan proibiu a relação homossexual para aumentar a população e, assim, aumentar o seu exército). 

Do século 19 para cá

No século 19, passa-se a usar também argumentos ‘científicos’ para justificar o preconceito contra quem não se definia como heterossexual. Então, trabalhos na área da psicologia classificaram a homossexualidade como uma doença mental e, portanto, algo ‘curável’. Após muita luta de ativistas e psicólogos, reconheceu-se o erro ao classificar a homossexualidade como doença e ela deixou de ser reconhecida como tal pela Organização Mundial da Saúde no ano de 1992. 

Nesse período entre o século 19 e o final do século XX, o preconceito continuou mostrando seu poder através das leis. Na União Soviética, por exemplo, a relação entre dois homens era punida com prisão de 5 anos. Já na Alemanha nazista, os homossexuais eram levados aos campos de concentração. Nos Estados Unidos, considerados a maior democracia do mundo, as relações homoafetivas foram proibidas até a década de 1960. Em terras tupiniquins, a homossexualidade foi crime antre 1533 e 1830. 

Hoje, diversos países ainda proíbem e punem as relações homoafetivas, como é o caso das nações islâmicas, tanto no Oriente Médio quanto na África. Após a queda da União Soviética, alguns países que faziam parte do bloco herdaram o preconceito e, mesmo não sendo proibidos, as relações homossexuais são um tabu. 

Apesar de pouco citadas aqui, as pessoas trans e travestis também sofreram – e ainda sofrem – bastante com o preconceito e a violência decorrente dele. Porém, nos últimos anos, as lutas constantes geraram algumas mudanças e elas se refletem na conquista de direitos. Claro que ainda temos muito o que evoluir como sociedade, para garantir a igualdade de todos e evitar que a lgbtfobia faça mais vítimas. 

LGBTFOBIA: as vítimas do ódio

Mas quem são essas vítimas? São as dezenas de gays, lésbicas, travestis e transsexuais que morrem todos os anos no Brasil. De acordo com dados do Relatório Anual de Mortes Violentas de LGBT de 2019, só entre 2000 e 2019, quase 5 mil pessoas foram assassinadas no país em razão da sua orientação sexual. Isso considerando os casos notificados, pois sabemos que muitas vítimas não entram nas estatísticas. 

A violência, porém, não afeta somente quem pertence à comunidade LGBTQIA+, mas toda à sociedade. Um caso emblemático no Brasil foi a morte do vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas, que foi espancado até a morte ao tentar defender um morador de rua homossexual no metrô de São Paulo, em 2016. 

Dia Internacional Contra a Homofobia e Orgulho LGBT

Além do Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, comemorado dia 17 de maio, há também a celebração do Orgulho LGBT, em 28 de junho. Em vários países a data é marcada pelos desfiles e paradas LGBTs, incluindo no Brasil, onde ocorre a maior parada do mundo. O evento é realizado em 28 de junho para lembrar a ‘Rebelião de Stonewall’, nos Estados Unidos. 

Em 1969, um grupo de drag queens, gays, lésbicas e travestis começou uma rebelião contra os policiais de Nova Iorque, porque estes invadiram um bar gay da cidade. As humilhações e batidas rotineiras já aconteciam há tempos, mas, naquele 28 de junho, a tensão causada pelo ato policial gerou respostas violentas, fazendo com que a situação se tornasse um motim de 6 dias. 

Desde então, a data é lembrada mundialmente como o marco do movimento LGBT e deu origem ao Dia Internacional do Orgulho LGBT. Contudo, nos últimos anos, a sigla LGBT foi alterada, recebendo outras letras, a fim de incluir ainda mais pessoas, por isso é mais correto dizer Orgulho LGBTQIA+. 

Entendendo a sigla

L = Lésbica: pessoa que se identifica como mulher e tem atração por pessoas do mesmo gênero.

G = Gay: pessoa que se identifica como homem e tem atração por pessoas do mesmo gênero.

B = Bissexual: quem sente atração por pessoas do gênero feminino ou masculino.

T = Travesti, transsexual e transgênero: quem não se identifica com o gênero atribuido no nascimento.

Q = Queer: pessoa que não se identifica totalmente com identidades femininas e nem com masculinas.

I = Intersexual: pessoa que nasce com variação biológica sexuais (genitais, cromossomos, hormônios), não se encaixando nas noções físicas de feminino ou masculino.

A = Asexual: Que não sente atração (ou pouco atração) sexual por qualquer outro gênero.

+: engloba outras siglas do movimento (ex.: não binários).

Fonte: Uol

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