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“Chega de filtros! Não é justo negar quem você é”

Por Usaflex 30/09/2022

Gaúcha de nascença, cearense de coração e paulista por opção, Hariana Meinke é influenciadora digital há 10 anos. Apesar de trabalhar com sua imagem em um ambiente de grandes cobranças, como são as redes sociais, a criadora de conteúdo decidiu dar um basta no uso de filtros em suas fotos e assumir uma beleza menos perfeita, mas muito mais real. Ela conversou com o Blog da Usa e contou como foi esse processo e os desafios que enfrentou ao se assumir e parar de se esconder atrás dos filtros.

Como foi o momento em que percebeu que não queria mais utilizar os filtros em suas fotos em redes sociais?

Foi em 2020, eu estava grávida do meu filho e, ao contrário de muitas mulheres, não fui uma mulher que se achou linda grávida, muito pelo contrário, me senti estranha boa parte do tempo. Eu já andava muito incomodada com minha resistência a postar stories sem filtro, sempre procurava algo pra dar um tapa na olheira, uma uniformizada na pele, uma corada nas bochechas… mas a gota d’água foi passar a não gostar do que eu via no espelho. Minha imagem na tela do celular passou a comprometer minha relação comigo também no offline e passei a me questionar. De que adianta aparecer todo dia com o rosto perfeito na internet se na hora de ir ao mercado, encontrar pessoas queridas, sair pela rua, aquele não é meu rosto? Chega de filtros! Não é justo negar quem você realmente é! 

Como foi o processo de deixar os filtros?

Depois de estar realmente incomodada, e me questionando se era justo comigo mesma, me propus a passar uma semana sem filtro. Foi incômodo no começo, mas levei a sério. No oitavo dia, quando coloquei um filtro, me senti desonesta comigo mesma e nunca mais topei me esconder atrás deles.

O que você sentiu nos primeiros dias sem utilizar os filtros?

Me senti insegura, meu nariz estava super inchado da gestação, tinha uma dermatite gritando em torno do meu nariz e eu tinha espinhas hormonais… mas segui, repetia pra mim mesma “essa é você, Hariana, banque quem você é. Essa é quem vai encontrar pessoas na rua, você quer ouvir que é muito diferente ao vivo? Banque quem você é”. E eu banquei, mesmo em dias que eu estava me sentindo feia e insegura. 

Hoje, você sente alguma diferença na sua autoimagem?

Muita! Quem trabalha com as redes sociais tende a ver a própria imagem muito mais frequentemente do que quem não trabalha. Abrir a câmera frontal e só ver uma versão “filtrada” de si mesma é muito prejudicial. Faz surgir insatisfações que não existiam, inseguranças que não existiam. A gente passa a se comparar com uma versão irreal da gente e inconscientemente está sempre se comparando com aquele ideal. Hoje quando vejo o mesmo rosto nos stories, no espelho e nas selfies com seguidores na rua, me sinto tranquila, leve, honesta comigo mesma e com os outros. Pode não ser a versão mais esteticamente bonita, mas é a mais real e a mais autêntica. No fim do dia o conceito de beleza acaba sendo muito mais sobre autenticidade do que sobre perfeição.

Qual conselho você daria para quem quer aderir a essa iniciativa?

Poste, mesmo que seja incômodo. Mesmo que você esteja insatisfeita e que você prefira muito mais a versão com filtro. É um exercício, mas quando você começa a sentir o gosto da liberdade de ser quem é, nenhum filtro passa a valer a pena.

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