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Etarismo? Encaro de frente!

Por Usaflex 12/09/2022

Wladia Góes tem 46 anos. É produtora de moda, figurinista, influenciadora, preta, crespa, grisalha e sem medo. Em suas redes sociais, define-se como “belérrima sempre, perfeita jamais”. Dona de uma personalidade única, diz não querer ser parecida com ninguém. Deseja apenas ser o que lhe agrada. Ela conversou com o Blog da Usa sobre o Etarismo: o preconceito com pessoas idosas.

Aos 46 anos, qual é a sua vivência em relação ao etarismo?

Teoricamente o etarismo é o preconceito contra pessoas idosas, mas, no Brasil, ele é praticado contra pessoas que nem são idosas ainda. Então, se você tem mais de 40 anos, já começa a sentir o preconceito e, se é mulher, a situação tende a ser ainda pior. Eu sinto esse preconceito exclusivamente por usar meu cabelo grisalho. Então, não é pela aparência, nem pela forma que me visto, é por assumir o grisalho. Eu apenas encaro de frente quem tenta praticar a discriminação, até que a pessoa se sinta constrangida.

O que você acha da retroalimentação existente entre o machismo e o etarismo? 

Esse combo só nos mostra que para eles tudo, e para nós nada! Sendo assim, o homem pode tudo: cabelos grisalhos: para eles, são um charme. Para nós, é desleixo. Um homem pode se relacionar com mulheres mais novas, enquanto para nós isso é ridículo. São lutas diárias e extremamente cansativas, é viver à prova o tempo inteiro.

Como você lida com esses preconceitos no seu dia a dia?

Eu passo por cima. Eu atropelo! É claro que, aos 46 anos, quase 47, o etarismo ainda não me atinge tanto. Sei que estou só no início de uma longa jornada. Então, minha intenção e propósito é viver plena e lindamente, sem deixar o preconceito me atingir. Já não basta o climatério e logo logo a menopausa? Desses sei que não tenho como escapar, o resto é resto.

Quais são as suas formas de resistir ao etarismo? 

A única forma para mim é viver do jeitinho que eu desejo, sem querer agradar o outro. Isso não funciona. Afinal, nunca, jamais, em tempo algum, iremos agradar a todos. E que chatice se fosse assim, né?

Como podemos nos empoderar e mostrar que a idade simboliza vivência e conhecimento?

Quando fiz 45 anos, em plena pandemia, me senti a mulher mais incrível do mundo! Linda, astral no topo, bem resolvida. Acho que serei ainda mais intensa aos 50. O segredo é se importar cada vez menos com o que os outros esperam de você. O importante é saber o que você espera e o que está fazendo para viver em sua plenitude.

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